“A cidade amanheceu sorrindo, os jardins todos em flor, os passarinhos cantando e te saudando. Te desejo um bom dia!”
Receita de Ano Novo
Para você ganhar um belÃssimo Ano Novo
cor do arco-Ãris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Coração de criança
Todo mundo carrega dentro de si uma criança.
E todo mundo aprende a reprimi-la para ser adulto.
Crescemos e “temos” que ser sérios.
Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: “deixe de criancice”?
E desde quando precisamos deixar de ser criança?
Ria de você mesmo, seja “ridÃculo”, brinque na chuva, de fazer castelos na areia, de fazer castelos no ar…
Sonhe, faça bagunça no meio da rua, cante na hora que der vontade.
Converse com você mesmo como se tivesse conversando com um amiguinho.
Assista desenho animado e veja a sua vida como se ela fosse um desenho animado.
Brinque com uma criança, como uma criança…
Fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridÃculo das situações.
E acredite na pureza do ser humano… Na pureza de criança que talvez esteja escondida, mas que existe em cada um de nós.
Para alguns você vai parecer louco, bobo ou infantil… Mostre a lÃngua para esses “alguns” e diga, como uma criança: “sou bobo mas sou feliz”.
Esses “alguns” com certeza têm uma criança maluquinha, doida pra fazer bagunça também.
A vida já é muito complicada para vivermos sérios e carrancudos.
E isso tudo não é deixar de viver com seriedade… É viver com a leveza de uma criança e obrigações de adulto.
Fica muito mais fácil viver assim.
Então, coloque uma panela na cabeça e solte o menino maluquinho que existe dentro de você! Só não vale subir no muro e achar que sabe voar, né?
Feliz Dia das Crianças!
Que Nossa Senhora da Aparecida e seu anjo da guarda estejam sempre presente, protegendo de todos os males dessa vida.
Um beijo, um abraço e um aperto de mão, com todo meu carinho….
Mulheres inteligentes
Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.
Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituÃvel responsabilidade na famÃlia, na sociedade, na história e no universo inteiro.
Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande.
Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.
Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuÃda ou deturpada.
Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.
Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-o, acolhe-o, segue-o, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.
Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.
O feliz mesmo
O Machado era de Assis, A Rosa do Guimarães, A Bandeira do Manuel. Mas o feliz mesmo era o Jorge que era Amado.